o ser humano é feliz quando vive em comunhão com Deus! eu sou feliz por ter em plenitude os dons da juventude e por ter Cristo como o meu único e verdadeiro salvador...e por ter uma família que dá forças para lutar!!!
Havia no alto de uma montanha três árvores. Elas sonhavam com o que iriam ser depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas disse: eu quero ser o baú mais precioso do mundo e viver cheia de tesouros. A segunda, olhando um riacho suspirou: eu quero ser um navio bem grande para transportar reis e rainhas. A terceira olhou para o vale e disse: quero crescer e ficar aqui no alto da montanha; quero crescer tanto que as pessoas ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus. Muitos anos se passaram, as árvores cresceram. Surgiram três lenhadores que, sem saber do sonho das árvores, cortaram as três.
A primeira árvore acabou se transformando num cocho de animais, coberto de feno. A segunda virou um barco de pesca transportando pessoas e peixes todos os dias. A terceira foi cortada em vigas e deixada num depósito. Desiludidas as três árvores lamentaram os seus destinos. Mas, numa certa noite, com o céu cheio de estrelas, uma jovem mulher colocou o seu bebê recém-nascido naquele cocho. De repente, a árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo. A segunda, certo dia, transportou um homem que acabou por dormir no barco. E, quando uma tempestade quase afundou o barco, o homem levantou-se e disse PAZ!! E, imediatamente, as águas se acalmaram. E a árvore transformada em barco entendeu que transportava o rei dos céus e da terra. Tempos mais tarde, numa Sexta-feira, a árvore espantou-se quando as vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. A árvore sentiu-se horrível vendo o sofrimento daquele homem. Mas logo entendeu que aquele homem salvou a humanidade e as pessoas logo se lembrariam de Deus ao olharem para a cruz. O exemplo das árvores é um sinal de que é preciso sonhar e ter fé. SEMPRE !!! Não importa o tamanho dos sonhos que você tenha, sonhe muito e sempre. Mesmo que seus sonhos não se realizem exatamente como você desejou, saiba que eles se concretizarão da maneira que Deus entendeu ser a melhor para você. "Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade. Sente apenas um impulso que a conduz para esta ou aquela direção. Mas o céu sabe os motivos e os desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes."
1- È possível
estabelecer relação entre o significado das epígrafes e a divisão de mensagem em (três) partes? Caso isso
seja viável, descreva as três relações.
É bem verdade, que
existe uma relação enorme entre o significado das epígrafes, assim também tornar-se
possível a divisão de mensagem em
três partes: “brasão, mar portuguez e o
encoberto”.
Atentemos que a relação
entre essas partes não são tanto quanto bastantes distanciadas pelo fato do
qual o foco analítico desdobra a própria fusão literária. Assim sendo, e, desde
logo, coloquemos em disposição essas mesmas relações:
A primeira parte trata
Portugal por pertencer na Europa; a segunda parte faz referência ao Portugal de
além-mar aquele país conquistador, navegante, etc.; e em terceiro lugar como
não bastasse trás a questão de Portugal como um país do futuro, ou dito com
outras palavras, Portugal de quinto império.
2 – No poema “mar
português”, explique o porquê do uso do adjetivo “português” se o oceano atlântico também banha outros países da
Europa?
Em primeiro lugar,
aquilo que podemos notar nos poemas portugueses é que eles têm o jeito adorável
de fazer poesia, com uma exclusividade no estilo, e, sobretudo, a forma
demonstrativa desse estereótipo.
Obviamente, o adjetivo
português referente ao atlântico não aparece com o intuito de apropriar-se do
oceano, porém interliga o sentimento do povo português na fase das navegações,
nas conquistas de novas terras (Diogo Cão, Vasco da Gama, Cristovão Colombo
entre outros) quando eles saiam deixando suas terras de origem com destino as
novas descobertas usando como ponto de partida o mar, visto que, Portugal é um
dos países da Europa localizado na região da península ibérica, e, aqueles que
ficavam observavam a saída dos navegadores pelo mar como podemos rastrear algumas
palavras nestes poemas. Como ilustração atentemos nas seguintes passagens:
“linha severa da longínqua costa” está costa se refere a costa marinha e tantas
vezes nos poemas são repetidas a palavra “longe”,
o termo a “distância” e muitos traços
que não foram citados caracterizam o adjetivo português.
3 – Entre os reis
referidos nos poemas de “Os Castelos”,
qual também foi poeta? Transcreve um poema de autoria desse rei.
O rei que também foi
poeta citado nos poemas “Os Castelos”
é o D. Dinis. Um dos seus poemas escrito é:
Na noite escreve
um seu Cantar de Amigo
O plantador de
naus a haver,
E ouve um
silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos
pinhais que, como um trigo
De Império,
ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse
cantar, jovem e puro,
Busca o oceano
por achar;
E a fala dos
pinhais, marulho obscuro,
É o som presente
desse mar futuro,
É a voz da terra
ansiando pelo mar.
4 – em mensagem, há
referencia a somente duas mulheres: D. Tareja (“Os castelos” quarto poema) e D.
Filipa de Locastre (“Os castelos”
sétimo poema II). Elas eram portuguesas ou estrangeiras? Por que ambas estão
presentes nessa obra de Fernando Pessoa?
As duas mulheres
citadas eram estrangeiras, por exemplo, D. Tareja é proveniente de Castela; D.
Filipa de Locastre da Inglaterra. No entanto, foram mencionadas no poema
mensagem por terem contribuído significativamente na história de Portugal, ou
seja, foram as detentoras das dinastias.
Como título ilustrativo
mostremos os seguintes poemas dessas mulheres. Em primeiro de D. Tareja, em
seguida de D. Filipa de Locastre:
QUARTO / D. TAREJA
As nações todas
são mistérios.
Cada uma é todo
o mundo a sós.
Ó mãe de reis e
avó de impérios,
Vela por nós!
Teu seio augusto
amamentou
Com bruta e
natural certeza
O que,
imprevisto, Deus fadou.
Por ele reza!
Dê tua prece
outro destino
A quem fadou o
instinto teu!
O homem que foi
o teu menino
Envelheceu.
Mas todo vivo é
eterno infante
Onde estás e não
há o dia.
No antigo seio,
vigilante,
De novo o cria!
SÉTIMO (II) / D. FILIPA
DE LENCASTRE
Que enigma havia
em teu seio
Que só gênios
concebia?
Que arcanjo teus
sonhos veio
Velar, maternos,
um dia?
Volve a nós teu
rosto sério,
Princesa do
Santo Graal,
Humano ventre do
Império,
Madrinha de
Portugal!
5 - O que é um padrão?
Por que Diogo Cão (“padrão”, III poema da segunda parte “Mar Português”) o
deixou por onde passou?
O “padrão” é um conjunto de normas estatuídas por determinadas
ideologias. Por outro lado, deve ser dito com a letra da palavra que, o “padrão” representa a soberania de
Portugal em todos os locais conquistados. Por exemplo, Diogo Cão detinha
paradigmas a seguir por isso que por onde passava deixava estancada a cultura
portuguesa. Deixemos mais claro com alguns trechos do poema mensagem da III
parte o “padrão”.
1. Existem vestígios românticos nas Cartas
Portuguesas? Caso os haja, justifique sua resposta com 3 ( três ) exemplos extraídos
do texto. Caso não os haja, também justifique sua resposta com exemplos.
R: Existem sim, porque a narradora ao longo do
percurso narrativo, aborda temáticas contraditórias, hora mostra a ira contra o
suposto seu primeiro homem, hora se submete em ama-lo e que seria impossível lhe
esquecer porque por ele marcou a vida dela e que por ele ela fez de tudo para
ser feliz. Os trechos abaixo demonstram o lado dos vestígios românticos:
a)Mas não importa, estou resolvida
a adorar-te toda a vida e a não ver seja quem for, e asseguro-te que seria
melhor para ti não amares mais ninguém.
b)Eu não te posso esquecer, e não
esqueço também a esperança que me deste de vires passar algum tempo comigo.
c)Desde que partiste nunca mais
tive saúde, e todo o meu prazer consiste em repetir o teu nome mil vezes ao
dia. Algumas freiras, que conhecem o estado deplorável a que me reduziste,
falam-me de ti com frequência. Saio o menos possível deste quarto onde vieste tanta
vez, e passo o tempo a olhar o teu retrato, que amo mil vezes mais que à minha
vida.
2. Durante a leitura das cartas,
notam-se tons distintos em cada uma delas. Aponte o tom que lhe parece mais
relevante em cada uma e exemplifique-os com um trecho da obra para cada tom.
R: Na primeira Carta, é bem notável
que Mariana apresenta um tom razoável sem muitos remorsos, isto porque ela
ainda tem a certeza que o seu amor ia voltar, por mais que duvide um pouco como
nos ilustra logo no começo da carta “Considera, meu amor, a que ponto chegou a
tua imprevidência. Desgraçado!, foste enganado e enganaste-me com falsas
esperanças.” E já na segunda Carta
começa a mostrar um tom meio furioso, descontente tudo porque, depois de lhe
ter enviado a primeira carta, o homem da vida dela não lhe mandou a resposta e que pra ela se sentiu por um lado
como se a carta não tivesse lhe chegado, ou então, lhe chegou e não quis lhe responder
como bem nos mostra bem dentro da segunda carta “Não deixaria de ser infeliz se
soubesse que só ao meu amor ganharas amor, pois tudo quisera dever unicamente à
tua inclinação por mim; mas estou tão longe de tal estado que já lá vão seis
meses sem receber uma única carta tua. Só à cegueira com que me abandonei a ti
posso atribuir tanta desgraça: não tinha obrigação de prever que as minhas
alegrias acabariam antes do meu amor?” e na terceira carta, Mariana depois de
receber uma resposta do seu amado homem com frases curtas o tom, ou seja, a
tonicidade começa a abrandar e desesperadamente sem mais esperança conforme nos
ilustra a passagem retirada da carta “Que há-de ser de mim? Que queres tu que
eu faça? Estou tão longe de tudo quanto imaginei! Esperava que me escrevesses
de toda a parte por onde passasses e que as tuas cartas fossem longas;” já para
a quarta carta, apresenta um tom um pouco calmo tudo porque depois de ter
recebido algumas noticias do sujeito começa a se conformar de que não seria
mais possível estarem juntos como a própria carta explica “Estou mais que
convencida do meu infortúnio; a injustiça do teu procedimento não me deixa a
menor dúvida, e tudo devo recear, já que me abandonaste.” Finalmente na quinta
carta, Mariana já conformada de que perdeu o amor da vida dela, escreve para
ele lhe encorajando e Prometendo que nunca mais ia lhe escrever e que ia fazer
tudo para se superar e esquecer ele, “Escrevo-lhe pela última vez e espero
fazer-lhe sentir, na diferença de termos e modos desta carta, que finalmente
acabou por me convencer de que já me não ama e que devo, portanto, deixar de o
amar.”
3. Como se concretiza, nas
Cartas Portuguesas, a “linguagem moderna” apontada pelo ensaio [...]
R: A linguagem, por vezes opaca,
obriga a uma reflexão sobre o texto e à descoberta de novos significados,
ocultos por uma sintaxe frequentemente difícil, mas de grande efeito
estético-literário. O discurso é veiculado através do recurso a uma linguagem
de uma beleza inovadora e inesperada, na qual o poder de sugestão e a
sensualidade de alguns textos encontra o seu contraponto perfeito no tom
directo e cru de outros, introduzindo um grau de diversidade que confere
um dinamismo constante à obra.
4. Na 3ª Carta, há a repetição da
expressão “Adeus” no inicio de 5 (cinco) parágrafos que fecham essa massiva. Como
você interpreta esse “Adeus”: como despedida ou um prolongamento do páthos que
toma conta da missivista? Justifique sua resposta com trechos dessa mesma
carta.
R: Eu acho que que essa
sequencia de Adeus na carta, não caracteriza uma despedida, mas sim, um
prolongamento de páthos que toma conta da missivista tudo porque ela, se
adentra muito no eu sentimentalista e esquece do sofrimento que lhe abalava,
fazendo recordar os tempos que passaram juntos se é que seria possível te-los
de volta. É bem visível no trecho abaixo a intenção da narradora com o Adeus “Adeus;
parece-me que te falo de mais do estado insuportável em que me encontro; mas
agradeço-te, com toda a minha alma, o desespero que me causas, e odeio a
tranquilidade em que vivi antes de te conhecer Adeus. O meu amor aumenta a cada
momento. Ah, quanto me fica ainda por dizer...
5. Você acredita a autoria das
Cartas a uma freira por nome Mariana Alcoforado ou pensa num possível “golpe
marketing”, para o sucesso editorial da obra? Esboce uma argumentação possível em
favor da sua opinião.
R: Acredito que a Obra é da
inteira autoria de Mariana porque, no seu todo, reúne cartas de amor (presumivelmente verdadeiras,
pois a história é verídica) de uma jovem freira portuguesa do século XVII,
dirigidas ao seu amante francês que a abandonou no convento.
“Cessa,
pobre Mariana, cessa de te mortificar em vão, e de procurar um amante que não
voltarás a ver, que atravessou mares para te fugir, que está em França rodeado
de prazeres, que não pensa um só instante nas tuas mágoas, que dispensa todo
este arrebatamento e nem sequer sabe agradecer-to.”
Mariana Alcoforado é a
personagem e presumível autora das cinco (As Cartas Portuguesas – titulo com
que foram publicadas 1669, em França) dirigidas a Noel Bouton de Chamilly,
conde de Saint-Léger, oficial francês que lutou em solo português sob as ordens
de Frederico de Schomberg, durante a Guerra da Restauração. Tais cartas
acabariam por se tornar num clássico da literatura universal por anteciparem
o movimento literário romântico e serviram de inspiração a La Bruyère,
Saint-Simon, Saint-Beuve e muitos outros autores românticos.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:
Cartas Portuguesas
atribuídas a Mariana Alcoforado, traduzidas por Eugénio de Andrade (pseudón.),
Edição bilingue, RTP, Março de 1980, 80 págs.
4 Fevereiro 1961 - Início da Luta Armada pela Independência de Angola
O dia 4 de Fevereiro de 1961 é recordado no país como o marco do início da luta armada de libertação nacional.
Naquela data, centenas de jovens nacionalistas, enquadrados por militantes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), atacaram as cadeias da PIDE-DGS, principalmente a Casa da Reclusão e Cadeia de São Paulo para libertar presos políticos.
A edição de 5 de Fevereiro de 1961 do Jornal “Província de Angola” assinalava a morte de sete homens da Polícia
Colonial e um soldado do exército, “abatido” junto à Casa da Reclusão.
Relatos da época revelam que três comandos despontaram no início dos ataques, tendo um deles enfrentado a guarda da Casa da Reclusão, outro, praticamente desarmado, lançou-se sobre as grades de ferro da prisão de São Paulo e posto da PIDE-DGS, enquanto o terceiro comando atacava o então Emissor da Rádio Oficial de Angola.
A anteceder essas acções, em finais de Janeiro circulavam rumores segundo os quais os detidos políticos, (entre eles os incriminados do Processo de 50) encarcerados na fortaleza da Casa da Reclusão, seriam transferidos para a sinistra prisão de Tarrafal em Cabo Verde.
Tal situação, a par de outras injustiças, motivaram as acções da madrugada do 04 de Fevereiro de 1961: nacionalistas angolanos, com bravura, empunhando paus e catanas, atacaram a cadeia de São Paulo e a Casa da Reclusão, em Luanda.
A razão desse ataque foi libertar os presos políticos angolanos acusados pelo regime português de activistas subversivos, que pretendiam a independência de Angola.
O acto foi produto da afirmação da consciência nacionalista e patriótica dos angolanos contra a recusa, pelo regime colonial português, das propostas pacíficas que lhe haviam sido apresentadas, tendo em vista a soberania do país.
Além de ter marcado o rompimento com a opressão, o 04 de Fevereiro é tido como das datas mais importantes da história de Angola, à semelhança do 11 de Novembro de 1975, altura em que o país se tornou independente.
Algumas fontes referem que a escolha do dia do ataque (04 de Fevereiro) teve em atenção o facto de estarem na capital angolana nessa altura muitos jornalistas estrangeiros que aguardavam a chegada a Luanda do paquete Santa Maria, assaltado alguns dias antes no alto mar por um grupo liderado por Henrique Galvão, um oposicionista do regime de Salazar.
Quando ficou claro que, afinal, o navio não viria para Luanda e os jornalistas começaram a prepararem-se para abandonar a capital angolana, os nacionalistas decidiram lançar o ataque antes que fossem todos embora.
Assim a presença dos jornalistas garantiu a projecção mediática internacional do acontecimento que marcou o início da luta armada, culminada com a independência do país, a 11 de Novembro de 1975.
No que tece à tecnologia da informação, no âmbito da ciência da educação é bem notório que o resumo abaixo do filme dos tempos modernos não seria bem adequado até porque o filme de piratas do vale de silício seria mais sucinto .
Assim sendo, achei conveniente optar pelo filme tempos modernos para despertar mais atenção ao caro e atencioso leitor.
O filme conta a história de um operário e uma jovem. O primeiro (Charles Chaplin) é um operário empregado de uma grande fábrica. Esse operário desempenha o trabalho repetitivo de apertar parafusos. De tanto apertar parafusos, o rapaz tem problemas de stress e, estafado, perde a razão de tal forma que pensa que deve apertar tudo o que se parece com parafusos, como os botões de uma blusa, por exemplo. Ele é despedido e , logo em seguida, internado em um hospital. Após ficar algum tempo internado, sai de lá recuperado, mas com a eterna ameaça de estafa que a vida moderna impõe: a correria diária, a poluição sonora, as confusões entre as pessoas, os congestionamentos, as multidões nas ruas, o desemprego, a fome, a miséria... Logo que sai do hospital, se depara com a fábrica fechada. Ao passar pela rua, nota um pano vermelho caindo de um caminhão. Ao empunhar o pano na tentativa de devolvê-lo ao motorista do caminhão, atrai um grupo enorme de manifestantes que passava por ali. Por engano, a polícia o prende como líder comunista, simplesmente pelo fato de ele estar agitando um pano vermelho, parecido com uma bandeira, em frente a uma manifestação. Após passar um tempo preso, o operário é solto pela polícia por agradecimento, uma vez que ajudou na prisão de um traficante de cocaína que tentava fugir da prisão. Nesse momento, surge a outra personagem do filme, "a moça – uma menina do cais que se recusa a passar fome". A jovem (Paulette Goddard), vivendo na miséria, tem de roubar alimentos para comer, pois, além disso, mora com as suas duas irmãs menores, seu pai está desempregado e as três são órfãs de mãe. O pai morre durante uma manifestação de desempregados e as duas pequenas são internadas em um orfanato. A moça foge para não ser internada e volta a roubar comida. Numa de suas investidas, ela conhece o operário: depois de roubar o pão de uma senhora, a polícia vai prendê-la e o operário assume a autoria do assalto. A polícia o prende , mas o solta em seguida após descobrir o engano. Quando vê a moça sendo presa, o operário arma um esquema para ser preso também: rouba comida em um restaurante. São colocados no mesmo camburão e, durante um acidente com o carro, os dois fogem e vão morar juntos. O operário, nosso querido Carlitos, procura emprego e consegue um como segurança em uma loja de departamentos. Logo é despedido por não ter conseguido evitar um assalto e por dormir no serviço. No entanto, consegue emprego numa outra fábrica, consertando máquinas. Durante uma greve na fábrica, Carlitos é preso mais uma vez, agora por "desacato à autoridade policial". Alguns dias depois, ele é liberado e a jovem o espera na saída da prisão para levá-lo a nova casa – um barraco de madeira perto de um lagGo. A jovem consegue, então, emprego em um café com dançarina e arruma outro para Carlitos, só que como garçom/ cantor. Os dois são um sucesso, principalmente Carlitos que, durante uma improvisação de uma música, arranca milhares de aplausos dos presentes ao café. Para estragar a festa, no entanto, surge novamente a polícia, desta vez com uma caderneta com os dados da moça e uma ordem para prender a jovem num orfanato. Carlitos e moça fogem e terão de começar tudo novamente
SANTIAGO,
Silviano. O entre-lugar do discusro latino-americano. In:__Uma literatura nos
trópicos: ensaios sobre dependência cultural. 2ª Ed. São Paulo: Paz e Terra.
Acadêmico: SILVA, Alberto Chissingui
Sara
O Entre-Lugar do discurso
Latino-Americano
Na verdade, este é um dos textos mais
discutidos nos últimos dias por ele fazer uma analogia profunda daquilo que
venha ser estudos literários modernos. O autor focaliza um desenrolar preciso e
coeso quando principia o seu ensaio com duas citações de caráter muito
relevante no ramo literário. Entretanto, para adentrar nesse tema é preciso,
antes de tudo, debruçar-se sobre uma análise histórica: nesse caso, é
necessário compreender o desenrolar do processo colonial vivido pelos
latino-americanos, isto é, índios do Brasil, do porto rico e buscar o embrião
do que seria a identidade dos povos da América. Este texto, tem como objetivo
principal fazer nos enxergar o lugar que ocupa hoje em dia o discurso literário
latino-americano no seu confronto com o europeu, isso é, da metrópoles.
Tem sido uma discunção muito profunda
para que se chegue ao possível lugar que ocupam hoje os textos literários
latino-americanos uma vez que se trata da questão sacrifício e o jogo, prisão e
transgressão, submissão ao código e agressão, obediência e rebelião,
assimilação e experiência. Pois, é possível agora salientar que, o discurso
latino-americano teve como sua influencia a cultura da metrópole por ser sua
colônia. É ridículo falar de literatura hoje e se esquecer daquilo que venha a ser
o histórico dessa disciplina ate porque
contextualiza aquilo que é e foi a cultura dos nossos antepassados.
Segundo o texto, aqui a epigrafe em
exercício é a analise por razoes de ordem didática das relações entre duas
civilizações que possuem um carisma completamente diferente e que comecemos
pelo nível de ignorância mutua que os sustenta. Na verdade o autor nesse caso
faz uma abordagem geral daquilo que foi o momento da escravidão nessa época e,
por sua vez, busca o conceito de etnólogos que se baseia na ruptura da cultura
europeia nos lugares colonizados por eles, isto é, expulsos dos seus lugares
deixando de serem considerados como uma cultura de referencia.
Acrescente ainda o autor que, a vitoria do
branco no Novo Mundo se deve menos a razoes de caráter cultural do que ao uso
arbitrário da violência e à imposição brutal de uma ideologia, como atestaria a
recorrência das palavras escravo e animal nos escritos dos colonizadores
portugueses e espanhóis.
O final do parágrafo acima se refere
naquilo que era a denominação dos povos/culturas colonizadas e que não
constitui de maneira nenhuma uma ênfase na dinâmica da ciência, ou seja, no estudo
literário ate porque os termos aplicados têm um caráter mais dominador do que
propriamente uma tradução do desejo de conhecer uma cultura. É óbvio, não se
esquecer de que quando se trata de etnólogos nesse contexto, estamos claramente
a falar dos índios que por sua vez procuravam viver em ótimas condições isto porque
em relação ao colonialismo, estes não tinham direito de exercer seus rituos
culturais.
No desenrolar desse texto, é
observável que os brancos acreditavam mais nas ciências sociais ao passo que os
índios acreditavam em tudo natural, isso porque na humanidade sempre ouve essas
contradições para enriquecer sua cultura. Na sequencia, a violência segundo o
autor foi sempre cometida pelos índios por razões de ordens religiosas, isto
porque os brancos acreditavam na palavra de Deus. O mais engraçado nessa historia
é que os índios queriam tanto saber ate que ponto as palavras dos europeus
traduzissem a verdade transparente o que era o contrario porque na verdade o
que mais predominava neles era a ambição pelo poder e pela implementação das
suas culturas.
Neste ensaio, Silviano Santiago aponta
dois aspectos muito importante que norteiam o entre-lugar do Discurso latino
americano na fase do colonialismo e do renascimento, ou seja, o ontem e o hoje.
Assim sendo, comecemos pelo período que se caracteriza aos índios que
salvaguardaram a sua identidade cultural.
É notável no texto que não havia um
entendimento entre os brancos e os índios porque ambos invocavam princípios
diferentes constituindo uma estranheza cultural. Para os brancos ( os
colonizadores) validavam as ciências sociais sendo elas ligadas diretamente com
a palavra de Deus, ou seja, do Deus verdadeiro que anuncia a ressurreição de
Jesus, ao passo que para os índios, as ciências naturais eram fonte da
divindade religiosa, ou seja, velavam pelos acontecimentos verdadeiramente
milagrosos do poder de Deus sobre a natureza.
A Religião e Língua europeia serviram como
instrumentos de controle e sua arbitrariedade acaba por sustentar uma
verdadeira cruzada em prol do extermínio dos traços originais do
"selvagem". A América transformar-se-ia numa cópia, uma representação
do que seria "civilizado". Seus traços originais tornam-se constantes
alvos de extermínio por parte dos colonizadores, sendo a duplicação a única
regra válida de civilização. E é essa lógica que permeia as práticas
Neocolonialistas, só que, desta vez, a modernidade utiliza-se de novos métodos
de coerção e dominação.
Mas na verdade, sempre a pareceu as
características que contempla o comparativismo isso porque, ao se referir em
imitação de gestos dos cristãos durante o santo sacrifício da missa que era
feita pelos europeus, os índios levavam consigo uma adaptação de outra cultura
porque eles acreditavam nos milagres naturais. Segundo o autor, no Brasil no
seculo XVI, os colonizadores colocaram não só a representação religiosa como
também a língua europeia no que tece ao código linguístico e ao código
religioso que atuaram simultaneamente.
A ideia agora é exportar o velho de forma
lenta e gradual numa espécie de exportação do Novo e, com isso, incluem-se
costumes e valores rejeitados pela metrópole. Consumimos o velho com a sensação
ilusória de estarmos nos aproximando do civilizado.
Discutindo hoje o entre-lugar do
discurso latino americano, a América Latina se encontra num problema: não pode
mais negar-se à invasão estrangeira nem, tampouco, pode almejar voltar a sua
posição de isolamento. "O silêncio seria a resposta desejada pelo
imperialismo cultural, ou ainda o eco sonoro que apenas serve para apertar os
laços do poder conquistador. Falar, escrever, significam: falar contra,
escrever contra"(Silviano Santiago). Ou seja, vive-se o impasse de estar
contra ou omisso às influências estrangeiras.
Os atritos comoventes entre
colonizadores e colonizados, sem dúvida, é a essência do que hoje se configura
no embate entre Europa e Novo Mundo. Seria, na verdade, o dizer de uma história
em curso, o desenlace que tende a estruturar o antagonismo entre inferior e
superior. Esse desequilíbrio é sustentado pela defasagem e dependência
econômica entre os países: o mais rico detém o poder e domina enquanto o mais
pobre é subordinado aos interesses do primeiro. A noção de inferior é algo
manipulado. Essa é a antiga (e por que não atual?) lógica colonialista. A colonização
é, pois, a vitória do europeu no Novo Mundo e se configura menos por razões
culturais do que por imposição brutal e violenta de uma nova conduta
ideológica.
Na verdade era mais uma ânsia dominadora do que um desejo de conhecer o
"exótico". Não havia espaço para a proliferação cultural, se fazia
necessário o estabelecimento dos padrões metropolitanos, sendo os códigos
religiosos e linguísticos os principais asseguradores dessa dominação.
Pois, voltando-se para o passado
colonial da América Latina, nota-se que há um desvio da norma em termos de
civilização porque o que era para ser destruído e "revestido de
europeu" acaba por ser misturado com os elementos da metrópole, ou seja,
do colonizador nesse caso o Portugal. A América, enfim, desafia a noção de unidade
a qual a Europa tanto quis fazer reinar. O termo, ou seja, elemento europeu
funde-se com o selvagem e dá origem ao mestiço. O código linguístico e a
religião perdem sua pureza e se deixam invadir por novas aquisições e, por fim,
o elemento híbrido prevalece.
Ainda na sequencia do ensaio, Santiago
afirma que em certos casos, os professores universitários falam em nome da
objetividade, do conhecimento enciclopédico e da verdade cientifica e que o seu
discurso critico ocupa um lugar capital entre outros discursos universitários,
isto porque a parece uma arte já pobre por causa das condições econômicas em
que pode sobreviver e se apropriar de modelos colocados em circulação pela
metrópole. Esse mesmo discurso em contra partida, ridiculariza a busca dom-quixote
dos artistas latino-americanos quando acentua por ricochete a beleza, o poder e
a gloria das obras criadas no meio das sociedades colonialistas ou
neocolonialistas.
As culturas se interligam de tal forma que se
tornam impossível distinga-las e agregar valores a essa ou àquela. Mas, devemos,
portanto, reconhecermo-nos como um todo. Novamente: somos uma colcha de
retalhos, onde uma parte não é entendida sem o todo ou vice-versa e onde cada
contribuição e releitura nos faz quem nós somos.
Silviano aponta a fonte e as
influencias como principais características que brilham nos artistas dos países
da America Latina, isso porque, ao se debruçar nos seus trabalhos de pesquisa
elas interagem para um bom aperfeiçoamento do objeto a ser pesquisado ate porque
quando se trata da função na sociedade do artista latino-americano é como se
estivéssemos a falar do movimento ascendente porque a partir daquilo que se
sabe, comove-se para o desconhecido e daí o objetivo é sempre descobrir novas
metas.
Por vezes a dificuldade de
reconhecer-se como individuo pertencente a esta cultura transparece nas mais
diversas manifestações artísticas. O cinema, como excelente contador de
histórias da humanidade, adequou-se perfeitamente à necessidade de transmitir
as mais variadas narrativas sobre o que seria a identidade das nações por meio
de projeções, isto porque ela projeta aquilo que venha ser o dia a dia da nossa
vivencia enquanto seres com capacidade de interpretação.De modo análogo, as ficções literárias
nacionalistas delineiam essa tentativa de auto-conhecimento porque permeiam a
realidade da sociedade.
Silviano, estabelece uma aproximação
no que diz respeito a pratica do escritor latino-americano e o olhar malévolo
lançado por Roland Barther sobre sua percepção sarrasine de Balzac. Nesta
vertente, entende-se que o escritor latino-americano segundo aos trâmites do
ensaio em curso, tem uma visão intemporal no que diz respeito a construção dos
textos literários, porque contempla um poder devorativo, antropólogo dos textos
da metrópole, criando uma nova visão para o Novo Mundo que é o moderno. Ainda
Barther, salienta que para que haja uma visão ampla no mundo literário é
necessária a divisão desses textos em legíveis e escreviveis, levando em
consideração o fato de que a avaliação que se faz de um texto hoje esteja
intimamente ligada a uma pratica e esse pratica deduz-se a uma escrita.
Depois de ter apontado a influencia e
a fonte como as principais características desse período, conota-se a diferença
como o principal elemento que vem mudar esse preceito. Assim sendo, nessa
vertente o autor tem o mesmo olhar na literatura como algo malévolo e que
talvez só poderia mudar caso mantivesse essa peculiar noção do legível e
escrevivel. A parece outro elemento que caracteriza o comparativismo cultural
através de um aventureiro e possível escritor/tradutor latino-americano segundo
Silviano, aquele que busca a identidade cultural através da interação de duas
culturas.
Em termos do discurso
latino-americano, entendo como impulso unificador a tentativa de fazer
prevalecer uma única leitura teórica da América latina. Se mantivermos válidos
os diversos conceitos que correspondem aos vários esforços para compreender e
descrever esse espaço discursivo, se considerarmos o paradoxo uma instância produtiva,
e não impeditiva, se, por fim, desconstruirmos as apropriações que o poder
político e econômico faz desses mesmos conceitos, teremos uma leitura mais rica
e proveitosa das diferenças irreconciliáveis que formam o espaço simbólico
latino-americano.
As tecnologias de comunicação e informação da escola; Relações
possíveis...e relações construídas.
Novas formas de pensar, de agir e de comunicarse
são introduzidas como hábitos corriqueiros.
Tendo em conta a epigrafe acima refirida, a autora Tania Maria Esperom Porto pedagoga com Mestrado na Tecnologia Educacional pelo INPE (SJC/SP) e Doutorado em Educação pela USP, principia o artigo com uma alusão peculiar do valor da Tecnologia de Comunicação e Informação na Escola tendo em vista as relações possiveis e as relações construidas. Assim sendo, ela particulariza esses mecanismos, ou seja, meios como principais mentores nas relações que hoje em dia vivemos o que não trás novidades para ninguem.
Ao começo paraceu-me meio esquisito, isso porque pôde ver/observar no texto uma ambiguidade paradoxal quando a autora situa a nova tecnologia como fonte de hábitos curriqueiros mas, desenrolando peculiarmente o artigo conota-se uma árdua contribuição desse texto no que tece a realidade atual tanto nas escolas quanto no nosso peregrinar terreno porque adentram muitos principios morais e educativo de como usar os meios tecnologicos em diferentes ambientes sociais.
Na verdade, o texto trata do mundo moderno
nas escolas, até porque vivemos num século em que predomina acima de tudo a
tecnologia de informação e de comunicação. Numa abordagem geral, é observável a
discussão de muitos autores com uma única finalidade que é como devemos usar os
meios tecnológicos nas escolas e se os mesmos se adéquam com o contexto social
dos educando e seus familiares. Conseqüentemente, na visão do autor Levy,
observamos que ele aponta o modo de uso e de situação como os principais
elementos que podem condicionar por um lado, e por outro podem favorecer no
crescimento da tecnologia nas escolas.
Na dinâmica da cienciaque vivemos hoje, falar da educação e das tecnologias, estamos a fazer algumas avaliações que evidenciem problemas com o uso de tecnologias em processos educativos, assim sendo, considera-se que o potencial educativo das tecnologias pressupõe uma sensibilização e preparação docente para o uso, considerando o contexto de ação. Esponho aqui um parecer meu sobre alguns aspectos que talvez despercebidamente ou mesmo o não conhecimento muitos de nós acabamos por usar mal a tecnologia atraves das redes sociais que muitas das vezes denigrem a nossa personalidade, por isso, ter um acompanhamento educacional nesse ramo é uma tarefa óbvia para que diminua esse índice de mau uso dos meios e da propria ciencia da tecnologia. Na verdade arecepção individualizada e as tecnologias põem à disposição do usuário amplo conjunto de informações, conhecimentos, linguagens em tempos velozes e com potencialidades incalculáveis, disponibilizando, a cada um que com elas se relacione, diferentes possibilidades e ritmos de ação.