terça-feira, 17 de setembro de 2013

FOTOS 2013 RIO DE JANEIRO BRASIL




 
 
 

TRABALHOS ACADÊMICOS 2013

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
CENTRO DE CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS
DEPARTAMENTO DE LETRAS
                                       
DISCIPLINA: LITERATURA BRASILEIRA II
                                          PROFESSIRA: SANDRA HAHN
                                            ACADÊMICO: Alberto Chissingui Sara Silva[1]
Tema: Tal Brasil, Tal Naturalismo.
O presente trabalho é de caráter naturalista propriamente dito, por abordar questões epistemologicamente relevantes ao Brasil do pós-modernismo. No limiar do texto “Tal Brasil, Tal Naturalismo” de Flora Sussekind professora de Teória do Teatro no Centro de Letras e Artes da UNI-Rio e pesquisadora da Casa de Rui Barbosa (Rio de Janeiro), que nasceu no Rio de Janeiro, em 1955, e tendo até então diversas obras literárias meramente importantes para uma cultura que busca se identificar no que tece á sua ideologia.
Preocupada em identificar os movimentos de ruptura e de continuidade tanto nos autores que se consagraram no século XX quanto nos que estão surgindo nesse início de século XXI  hoje não mais agrupados em escolas, gerações ou movimentos coletivos como notrora, mas buscando soluções próprias e individualizadas, que respondam menos ao sentimento geral de uma época e que se caracterizam, sobretudo, pela apresentação de uma visão particular, pulverizada, de uma realidade, Flora Süssekind destaca-se por sua erudição e pela competência presente em suas análises, assim como pela capacidade de reunir, em seus ensaios sobre autores e temas tão heterogêneos uns em relação aos outros, um nexo articulador sempre sólido e pertinente.
Durante esse percurso desde o nascimento até então, publicou varias obras como: O negro como arlequim. Achiamé, 1982. - O sapateiro Silva (com Rachel T. Valença). Rio de Janeiro, Fundação Casa de Rui Barbosa, 1983. - Tal Brasil, qual romance? Achiamé, 1984. - História e dependência (com Roberto Ventura). São Paulo, Moderna, 1984. - As revistas de ano e a invenção do Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1986. - Papéis colados. Rio de Janeiro, Ed. UFRJ, 1993. - Até segunda ordem não me risque nada. Rio de Janeiro, Sette Letras, 1995. - A voz e a série. Belo Horizonte/Rio de Janeiro, Ed. UFMG/Sette Letras, 1998. Obras traduzidas no exterior: - Cinematograph of words. EUA, Stanford University Press, 1997.
No texto “Tal Brasil, Tal Naturalismo” em destaque, a resenha será feita conforme estão divididos os capítulos. Começarei por “uma analogia: família e estética” e seguirei com os demais capítulos que são: Família: laços de sangue ou semelhança?, a tradição cultural e sua bofetadas, o pai literário e seus rebentos, paternidade, autoria e nacionalidade, uma linguagem- só- transparência, a busca de uma identidade nacional e o naturalismo e dependência. Ao fazer uma analogia entre família e estética, Flora Süssekind destaca que:
Filiação e paternidade definem-se em meio a um jogo familiar de semelhanças, onde do filho se exige que seja a atualização do semblante e das atitudes paternas. Filiação e paternidade definem-se numa unidade especular. Ao filho não cabe ser outro e sim a imagem refletida do pai. Quando são demasiadas as diferenças, quebra-se a possibilidade de reconhecimento mútuo, fratura-se o círculo familiar numa inquietante estranheza (SÜSSEKIND, 1984, p.21). [2]
Na epígrafe acima, é bem visível que, trata-se de sociedades primitivas, ou seja, na idade antiga e média na qual, a aparência, a semelhança, as características do pai pelo filho eram um mero ato de identificação bastante marcante e ideal. Ao contrário dessas características meramente etnogênicas a desconfiança de que talvez o filho fosse bastardo, ou seja, duvidoso, dominava a consciência das pessoas nessa época. Naquela altura como o poder de uma monarquia transcendia de pai para filho, ou seja, por laço de filiação, os traços de aparências tinham que ser evidentes e fortes para garantir uma sucessão no poder sem constrangimentos.
Segundo Guimarães Rosa num dos seus textos, os personagens da “Terceira margem do rio” ilustram uma parição geneticamente igual porque o fato do pai se jogar no rio em uma canoa até envelhecer, o filho sente a culpa de aceitar que o pai fizesse isso e então comete a mesma coisa, ou seja, segue os procedimentos feitos pelo pai o que caracteriza semelhanças parentescos. Ainda em Machado de Assis quando se suspeita de um adultério de Capitu por parte do Betinho no Dom Casmurro, cada vez que o Betinho olhasse  para o filho Ezequiel, só via nele as semelhanças do seu amigo Escobar e isso acontece até hoje em dia em nossas sociedades.
 Sussekind, na sua visão coerciva diz que, ao filho não cabe ser outro e sim a imagem refletida do pai,quando são demasiadas as diferenças, quebra-se a possibilidade de reconhecimento mutuo, fratura-se o currículo familiar numa inquietação estranheza. A máxima tal pai, tal filho, dita cheia de orgulho, fica substituída de repente pela inquietação de uma família, cujos laços sanguíneos e biológicos se vêem subitamente confrontados a comportamentos e traços estranhos e infiéis ao corpo que deveriam repetir.
Numa visão extremamente diferenciada ao olhar da autora, quero debruçar-me á respeito de algumas experiências vividas enquanto sujeito de outra cultura diferente do Brasil. Bem, no meu país “Angola” nota-se até hoje que as semelhanças fisionômicas, psicológicas, históricas, entre outras, do pai ao filho geram uma confiabilidade de assumir a paternidade e caso contrário causa estranhezas e friezas ao se posicionar de tal responsabilidade. Até porque dentro da literatura angolana, na obra do filme intitulado “ A única filha” de Dito, aparece um casal cheio de amor e confiança e a mulher assume o papel de conselheira das mulheres do bairro, só que no final do filme, os 7 filhos que pareciam serem todos do casal a pesar de terem traços diferentes, o mistério acaba ser revelado que apenas dois eram filhos do senhor seu marido e os 5 tinham cada um seu pai, isso porque, cada vez que o marido viajava a mulher engravidava de outro homem e dizia no marido que era dona da gravidez e isso acontece até na vida real.
Quanto ao tema que se refere “A família: laços de sangue ou semelhanças?” Podemos optar na vertente de laços de sangue porque geralmente a identidade constrói-se com DNA. Na verdade, na vida social acontece com freqüência os filhos fazerem suas próprias escolhas por vários motivos. Ou, porque não gostam da vida desonesta que seus pais levam, ou, porque são corrompidos pela meio social.
Dois galhos de uma mesma árvore: ambos ligados pelos laços de sangue, mas separados pelas diferenças. Direito e esquerdo: destro e sinistro. O lado direito se mostra como uma continuação do pai, “um desenvolvimento espontâneo do tronco”. Ao passo que o lado esquerdo é associado ao sombrio, ao errado, configurando-se como uma verdadeira anomalia. Se Cristo está assentado à direita de Deus-Pai, e à esquerda, quem fica gauche, juntamente com a mãe, Ana e Lula, senta-se à esquerda, fazendo parte do galho mais fraco, anômalo. É o galho que pode quebrar a qualquer instante. Conforme afirma Flora Süssekind, é muito difícil que alguns dos ramos de uma árvore genealógica escape ao peso e à sombra dos demais. Tais galhos se prendem uns aos outros como elos que não podem se soltar. Do contrário, pode se desfazer toda a identidade familiar. Assim, quando não se repete o modelo paterno, “não é apenas para o filho que se volta a maldição, mas para toda a família cujas pretensões de continuidade ficam ameaçadas” (SÜSSEKIND, 1984, p.24). É aí que a postura do filho desencadeia um processo que contamina a todos, causando assim a desagregação daquele mundo.
No que concerne à tradição cultural e suas bofetadas, a autora principia o seu discurso numa visão mais crítica, ao abordar a questão de semelhanças que não se trata da árvore genealógica e a casa paterna que se vêem pelo personagem de Sarte, mas uma cadeia e espaço igualmente sacralizados: a tradição cultural e a biblioteca. Nesse contexto, podemos observar que, a autora não foge da lógica acima supracitada, mas sim, elenca o objetivo principal do capitulo em estudo o que considero extremamente interessante.
Na verdade, é inútil salientar do termo tradição sem antes buscar a sua etnologia. Tradição é um termo oriundo do latim: (traditio, tradere = entregar; em grego, na acepção religiosa do termo, a expressão é paradosis παραδοσις) que designa, ou seja, é a transmissão de práticas ou de valores espirituais de geração em geração, o conjunto das crenças de um povo, algo que é seguido conservadoramente e com respeito através das gerações. 
No ponto de vista mas analógico, concebe-se nessas gerações que lhes são estatuídas algumas regras a serem seguidas e quando alguém viola uma dessas regras recebe o devido tratamento afim de corrigir seu comportamento tal que aconteceu com Autodidata que levou algumas bofetadas na biblioteca a ponto de sangrar.
Do capítulo “O pai literário e seus rebentos”em simplas palavras pode se dizer  que um filho exemplar é o orgulho de seu pai, o mesmo procede com o escritor perante uma obra, um escritor nacional em que sua obra marca a identidade de seu país. Até porque geralmente os filhos seguem as profissoes dos seus país, por isso que o termo tal pai, tal filho existe com maior relevancia.
É obvio apontar aqui as diferenças existente entre a tradição familiar e a tradição literária uma vez que apresentam termos opostos. Primeiramente, na tradiçao literária exigi-se não só a obra se assemelhar a seu pai “país, cultura”, mas todos os filhos (textos) se assemelhem entre si à maneira de produtos em série obedientes ao molde paterno. Salientou Sussekind.
Já no capítulo “Apaternidade, autoria e nacionalidade” verifica-se uma abordagem mais sucinta no convívio entre a obra e seu autor, a nação e a sua literatura. Segundo a autora, uma literatura tem sua tradição equilibrada pela pedra das estátuas de seus grandes escritores pelas prateleiras de suas assépticas, pela filhação de uns a outros, pela numeração de escolas diferentes que se sucedem logicamente, pela continuidade de um conjunto de obras e nomes que sem ambuiguidades parecem repetir-se numa trajetória. O que torna para autora um texto de caráter interessante e crítico.
Já os tres ultimos paragrafos, “Uma linguagem-só-transparencia, A busca de uma identidade nacional e Naturalismo e dependencia, abordam questões meramente naturalismo porque a linguagem é lida com simetria que cria analogias perfeitas que desfaz a ruptura e diferenças, que apaga e funciona com mera transparência. E no que tecea busca da identidade nacional, podemos perceber que a autora realça aquilo que o Brasil tem sido nos ultimos dias, valorizar a sua identidade, ou seja, preservar a própria cultura no caráter literário e já por ultimo “ Naturalismo e dependencia” é obvio que é nada mais nada menos que o nacionalismo.
Concuindo, tenho a honra e o prazer de salientar que o texto foi muito ilustrativo por abordar questoes de caráter interessante e importante porque afinal de contas vivemos numa sociedade onde o segredo domina a alma e o ódio constroi a identidade do sujeito.
Referencias
LUIS Fernando Veríssimo, seleção de crónicas do livro, Comédia da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996.
FLORA Sussekind, Ed. Acheame; RJ, 1984
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tradi%C3%A7%C3%A3o acesso dia 15 de setembro, pelas 15 horas.
. http://www.youtube.com/watch?v=BqheSTAuV4o acesso dia 16 de setembro de 2013 pelas 16 horas.
http://w3.ufsm.br/grpesqla/revista/num17/art_03.php acesso dia 16 de setembro de 2013, pelas 19 horas.
 
 
 
 
 
                                                                                  
 


[1] Acadêmico do 6º semestre no curso de Letras Português e Espanhol.
[2] FLORA Sussekind, Ed. Acheame; RJ, 1984 p. 21.
 


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

MÃE É UMA BENÇÃO!!!


Talvez encontre muitas definições do amor...porém, o amor mais forte que tudo, mais obstinado que tudo, mais duradouro que tudo, é somente um, o amor de mãe. Mãe, você me ensinou a dar valor a vida, a amar o meu próximo, a respeitar e abrir mão quando for necessário, Você me ensinou que nada vem do nada a não ser que seja, correr atras dos nossos sonhos...Você me ensinou ainda, que amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo e, aprendi contigo que, vale apena ter uma coisa na mão do que fazer escapar duas coisas...e ainda Você me ensinou que a verdadeira sabedoria vem de Deus e que para conseguir se dar bem na sociedade tinha que ter duas características primordiais e essenciais: AMAR A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS E INVESTIR NOS ESTUDOS. São ensinamentos que vou levar para vida inteira e que poderei transmitir para os seus netos e bisnetos.

Mãe, todos os dias peço a Deus para que lhe conceda muitos e muitos anos de vida porque uma Senhora como Você, merece todo carinho do mundo. TE AMO DEMAIS MINHA MÃE E TENHO MUITO ORGULHO DE VOCÊ!

Autor: Alberto Silva!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Características de alguns nomes de muita gente em Angola na língua mais falada UMBUNDO


O significado de alguns nome da língua umbundo a mais falada em Angola 

EYALA [eyala lyambata tchalwa] – A lixeira ‘recolhe’ e suporta tudo.
HENDA [enda lakulu okakuka, enda l’omãla okateñgela] - O segredo está em que o mais velho conhece o que mete medo – tchikola – e “não toca”. Quem tem medo obedece e não pratica o mal!
KALEI – É o nome dado ao responsável das chaves na casa real.
KALUNDUNGU [vokulula kwolondungu hamo vokupepa kwatcho. Vilula, polê p’otchimanda vipwapo] – A pessoa não pode ser 100% boa para todos. É boa para uns; para outros passa por mau. E assim vai construindo a sua família. – “K’umboto k’undjali” – Nalguns males da família, fazer ouvidos de mercador. Os bons e os maus todos são teus familiares.
KAMWENHO [ndilya k’omwenho kandanda kumwe; kupañgela wavisya] – Coma parte da tua riqueza e guarde outra, porque não se sabe o dia de amanhã.
KAPIÑGALA – É o herdeiro de tudo o que é dos mais velhos, desde o feitiço até aos bens. Tal como o sobrinho, filho da irmã, é herdeiro de tudo o que é do tio, assim o filho.
KASSINDA – É o nome dado àquele ou àquela que vem depois dos gêmeos ou gêmeas.
KATCHISAPA [kakuli lu katyapulamo upindi] – É um ramo ao longo do caminho que batendo a todos pode ser sinal de união. Ele pode identificar todos e cada um. Fulano? – passou; e fulano? – Também passou! Conhece a todos.
KATITO [Katito oko kove. Tchinene tchamãle. Okwandimba kenha (=nãlanãlako), ukwambambi kakusoywilako] – Fique sempre feliz com o que tens, antes que te chamem de invejoso.
KATULO [lyanga otulo, hokalyange ovisokasoka] – Durma antes e pense depois, porque, de contrário, o sono não vem.
KAVINIAMA [ovilongwa havyangeko kavinyama] – Não me acusem do que não fiz. Se estás sem culpa, tranquiliza-te; esteja seguro.
KAYENGENGA [kayengenga walunga okukupuka] – Aquele que sente preguiça de fazer alguma coisa é porque está quase para deixar. Sê flexível, porque o rijo acaba por partir.
LIKILIKI [likiliki wandele la põlo] – Tudo passa depressa, acalma-te; quando mais agitação à volta de alguma coisa, menos duração tem tal coisa! – É o mesmo sentido de: “yisika enene, yalaka okutwika” .
LUKAMBA [lukamba l’ohele kakwete] – Não teme nada, pode ir procurar esposa mesmo fora da sua família. São coisas que na tradição africana não se fazem! Mas ele é o soldado do rei que procura e conserva os anseios do chefe quer em tempo de guaerra quer em tempo de paz e não se importa em que condições forem.
MOMA [apa walila omoma hapoko yukumomela] – O mal não vem todo no mesmo dia. O mal que fazemos hoje terá “recompensa” no futuro!
NDANDULA [kwenda ombela owiñgi uvandjako; kwenda ondambi, umosi lika ovandjako. Ndandulako] – Para onde foi a chuva todos olham. Onde foi uma pessoa, só o seu ente querido é que acompanha; para onde foi a senhora (a bela) só o marido acompanha.
NDEMBELE [ndembele kandjila k’otchindele, ondjomba yiwa k’owiñgi] – Tudo é melhor em conjunto; nunca faças nada sòzinho.
NDINGAWA [kasolawa, omo nda uyeveyo kavulala kikolo] – Aquele que faz bem aos outros, quando lhe acontece também alguma coisa todos se admiram [todos se riem dele]. – “Uyeveyo” é peça de sopro do fogo para moldar o ferro. Porém, está sempre amarrado: apesar do bem que faz, permanece amarrado.
NDJAMBA [yakutulika, eteke yukutulula, k’ilu kwalinga otchipãla] – Quando se tem alguém num lugar de chefia, está-se seguro, mas tudo pode acabar de repente! – “Nda okasi pawa pavi pakupayola. Nda otyañgela ndjamba, malanga upitakapo okalumbange] – Se és chefe, respeita os subordinados; nunca se sabe quando tudo pode mudar. Quando se é jovem, é preciso respeitar os mais velhos; é que o velho já foi jovem, mas tu ainda estás para ser velho. A ironia da história poderá um dia castigar-te!
NDJOLELA [kateke weya, uyolela wanda]. A visita fique o mais breve possível, porque de contrário já aborrece, desagrada.
NGEVE [ngeve yusi katala] – Quando o hipopótamo passa o dia estendido na praia, está para morrer! A pessoa que está para morrer, despede-se através de muitos sinais.
NHIMAWA [onhima yiwa kaimoli omõla] – Quem quer não tem! Quem tem esbanja! Quem pode não faz; o pobre é que tem mais filhos.
SAFEKA - É nativo: nunca mudou.
SANDULA – Esbanjador. – “Pessela” – [wapessela kanola – wanhelisa kasandiliya] – Quem perdeu não procura: se te morreu o pai ou a mãe, o irmão ou o filho, onde irás procurá-lo? Não tem substituição!
SIMBU (=TCHOKOSIMBU) [tchosimbu, okwiya tchalinga tchokaliye] – Se alguém te deve, não te zangues com ele; quando vier pagar, ficará tudo novo. – “Kanhangulu waloyela kumosi la kanhongo” – Dois acontecimentos juntos: um bom e outro mau!
SIMWILA [hokandjupe tchange, ñgasi (ale) likalyange] – Uma viúva que cuida dos filhos sòzinha, não lhe peças mais emprestado (sobretudo sem lhe pagar).
SUKWAPANGA (=SUKWAKWETCHE) [Sukwakwetche, imbandì vilipende okusakula] – Se Deus não te “chamou”, vivo ou morto, fica. Tudo é segundo a Sua vontade. – “Tchakupanga, tchukupa v’evanda” – No meio de tanta gente morre apenas um!
TCHAKUSOLA [tchakusola kwama k’omunga] – Mesmo conhecido, é preciso ser convidado! [Se é verdade que sou o dono (da festa) porquê não sou notificado?]
TCHAMB’OUSA [ame tchamb’ousa: otchivimbi tchitalamela mwele; tchalela tchitalamela enhanga] – Quando alguém morre, esperam-se os parentes para o enterro, mesmo que estejam longe!
TCHAMILE [uti wamile hawo lokuloluka; epata lyalwile halyo lokukunduka] – A árvore de fruta seca com o tempo; eram muitos irmãos, agora ficou apenas um.
THIKOLA [tchikola hokatchikwate] – Uma coisa admirável não deves tocar, faz mal. Uma acção má e perigosa nunca se deve repetir.
TCHIKOMO [tchatchotcho tchikokusumba] – Diz-se do que mete medo!
TCHILOMBO [p’otchilombo tch’olongende, kayolokele osalapo] – “P’otchilombo” é o lugar de hospedagem. O sentido do provérbio: em tudo é preciso dinamismo. É preciso actualizar-se sempre. Siga o que os outros fazem em conjunto desde que seja para o bem.
TCHINGWETA [yanda kayiyelula k’ekondjo; yatehã olwi yasiñga ovava] – Pessoa gorda simboliza o bem-estar!
TCHINOFILA [umba te watchilya] – A causa pela qual se morre tem de ser do nosso inteiro conhecimento e/ou pleno consentimento.
TCHINONHALE [tchinonhale katchukutundi; tchinosole katchukusole] – Muitas vezes acontece que se espera ou se deseja o mal ou a morte de alguém por ser mau e nada lhe acontece; pelo contrário, a quem estimamos é que em tão pouco tempo algo de pior lhe pode acontecer!
TCHIPUMA [tchipuma etemo tchiyunda, tchipopya omanu tchikeya] – O que se capina com a enxada torna a crescer; o que as pessoas dizem há-de acontecer! É preciso tomá-lo a sério!
TCHISINGI [tchisingi kakulihile omõla wombwale; omõla wa soma, osuke ale owasi, vosi valipundukamo] – O tronco (no caminho) não conhece pessoa boa e delicada; não conhece o filho do rei, rico ou pobre; todos tropeçam nele.
TCHITENDE [tchitende opanga etchi tchivi ndañgo watanga omo watopa. Walunguka kapangi etchi tchivi] – Uma pessoa parva – minus habens – faz coisas descabidas, mesmo que tenha estudado; a pessoa dotada não faz coisas sem sentido.
TCHITULA – É alguém que nasceu numa aldeia nova.
TCHITUMBA [tchukwihã so la nhoho, wamale kakutchihã, hati okwete ale] – É delicato ter barriga grande; quem não sabe pensa que já comeu. – “V’omela nda mwasahuluka, lyola; mahako ñgo, walaka okuvisya”! - Se tens apetite, come. Quando te obrigam a comer, então estás quase a morrer… Trata-se de uma pessoa doente!
TCHIVINDA [okutela utale l’uteke, volundila utale] – Ao guarda se responsabiliza tudo o que falta. Tu que andas de noite podes ser responsabilizado de tudo o que acontece no oculto.
TCHIYO [nda wamõla kahañgu, katchiyo hokawinesi; kahañgu nda kepo, katchiyo kove iya okupopela – nda okwela ukayi, hokaling’heti ndakwela ukayi wotchili; ovindja vyahe handi kuvi] – Mais vale ser fiel ao que já nos pertence, porque da novidade nos poderemos arrepender tarde demais.
TCHUKULYA [yakulila kayukupopela tchiñgii] – Antes de ires ao julgamento, dê primeiro uma dádiva – paga! Assim, por o juíz estar comprometido contigo, não te condenará em tribunal.
VIHEMBA - É um nome dado a quem durante a gravidez e o parto provocou muitos problemas de saúde; foram precisos muitos medicamentos para a mãe ou mesmo o pai.
VISSOKA [ovissoka-soka vyovutima] – O coração pensa em tudo e às vezes sem razão!

André Lukamba


Poetizando sem temor!!!

Existem aqueles que você se interessa por ser bonito, ter um corpo ‘saudável’, e por todas as meninas quererem ele. – Mas existem aqueles, que além disso, tem um bom papo, um sorriso encantador, gosta de música, é sincero e te diverte. Existem aqueles, que se tornam amigos, e que este sentimento de irmandade permanece. Aqueles que você teme em perder, e fica feliz por vê-los felizes. Aqueles que estão sempre com você, para te dar um abraço e te chamar de querida. Aqueles que você se apega, que se tornam irmãos. Aqueles que tem o tipo: melhor namorado do mundo – e que para você, é sinceramente o mais doce amigo que uma mulher pode ter.


O amor, no seu conjunto, não se reduz à emoção nem ao sentimento, que não são senão alguns dos seus componentes. Um elemento mais profundo e de longe o mais essencial de todos, é a vontade, que tem o papel de modelar o amor no homem. Na amizade - ao contrário do que sucede na simpatia - a participação da vontade é decisiva.

segunda-feira, 11 de março de 2013

MILAGRES DA VIDA


Vale apenas ler!!!

Havia no alto de uma montanha três árvores. Elas sonhavam com o que iriam ser depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas disse: eu quero ser o baú mais precioso do mundo e viver cheia de tesouros. A segunda, olhando um riacho suspirou: eu quero ser um navio bem grande para transportar reis e rainhas. A terceira olhou para o vale e disse: quero crescer e ficar aqui no alto da montanha; quero crescer tanto que as pessoas ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus. Muitos anos se passaram, as árvores cresceram. Surgiram três lenhadores que, sem saber do sonho das árvores, cortaram as três.


 A primeira árvore acabou se transformando num cocho de animais, coberto de feno. A segunda virou um barco de pesca transportando pessoas e peixes todos os dias. A terceira foi cortada em vigas e deixada num depósito. Desiludidas as três árvores lamentaram os seus destinos. Mas, numa certa noite, com o céu cheio de estrelas, uma jovem mulher colocou o seu bebê recém-nascido naquele cocho. De repente, a árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo. A segunda, certo dia, transportou um homem que acabou por dormir no barco. E, quando uma tempestade quase afundou o barco, o homem levantou-se e disse PAZ!! E, imediatamente, as águas se acalmaram. E a árvore transformada em barco entendeu que transportava o rei dos céus e da terra. Tempos mais tarde, numa Sexta-feira, a árvore espantou-se quando as vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. A árvore sentiu-se horrível vendo o sofrimento daquele homem. Mas logo entendeu que aquele homem salvou a humanidade e as pessoas logo se lembrariam de Deus ao olharem para a cruz. O exemplo das árvores é um sinal de que é preciso sonhar e ter fé. SEMPRE !!! Não importa o tamanho dos sonhos que você tenha, sonhe muito e sempre. Mesmo que seus sonhos não se realizem exatamente como você desejou, saiba que eles se concretizarão da maneira que Deus entendeu ser a melhor para você. "Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade. Sente apenas um impulso que a conduz para esta ou aquela direção. Mas o céu sabe os motivos e os desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes."


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

TRABALHO ACADEMICO IV SEMESTRE


UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
DEPARTAMENTO DE LETRAS (DLE)
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
TRABALHO DE LITERATURA PORTUGUESA
ACADÊMICO: ALBERTO CHISSINGUI SARA SILVA

                                                Questões e Respostas
1- È possível estabelecer relação entre o significado das epígrafes e a divisão de mensagem em (três) partes? Caso isso seja viável, descreva as três relações.
É bem verdade, que existe uma relação enorme entre o significado das epígrafes, assim também tornar-se possível a divisão de mensagem em três partes: “brasão, mar portuguez e o encoberto”.
Atentemos que a relação entre essas partes não são tanto quanto bastantes distanciadas pelo fato do qual o foco analítico desdobra a própria fusão literária. Assim sendo, e, desde logo, coloquemos em disposição essas mesmas relações:
A primeira parte trata Portugal por pertencer na Europa; a segunda parte faz referência ao Portugal de além-mar aquele país conquistador, navegante, etc.; e em terceiro lugar como não bastasse trás a questão de Portugal como um país do futuro, ou dito com outras palavras, Portugal de quinto império.
2 – No poema “mar português”, explique o porquê do uso do adjetivo “português” se o oceano atlântico também banha outros países da Europa?
Em primeiro lugar, aquilo que podemos notar nos poemas portugueses é que eles têm o jeito adorável de fazer poesia, com uma exclusividade no estilo, e, sobretudo, a forma demonstrativa desse estereótipo.
Obviamente, o adjetivo português referente ao atlântico não aparece com o intuito de apropriar-se do oceano, porém interliga o sentimento do povo português na fase das navegações, nas conquistas de novas terras (Diogo Cão, Vasco da Gama, Cristovão Colombo entre outros) quando eles saiam deixando suas terras de origem com destino as novas descobertas usando como ponto de partida o mar, visto que, Portugal é um dos países da Europa localizado na região da península ibérica, e, aqueles que ficavam observavam a saída dos navegadores pelo mar como podemos rastrear algumas palavras nestes poemas. Como ilustração atentemos nas seguintes passagens: “linha severa da longínqua costa” está costa se refere a costa marinha e tantas vezes nos poemas são repetidas a palavra “longe”, o termo a “distância” e muitos traços que não foram citados caracterizam o adjetivo português.
3 – Entre os reis referidos nos poemas de “Os Castelos”, qual também foi poeta? Transcreve um poema de autoria desse rei.
O rei que também foi poeta citado nos poemas “Os Castelos” é o D. Dinis. Um dos seus poemas escrito é:
Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.
4 – em mensagem, há referencia a somente duas mulheres: D. Tareja (“Os castelos” quarto poema) e D. Filipa de Locastre (“Os castelos” sétimo poema II). Elas eram portuguesas ou estrangeiras? Por que ambas estão presentes nessa obra de Fernando Pessoa?
As duas mulheres citadas eram estrangeiras, por exemplo, D. Tareja é proveniente de Castela; D. Filipa de Locastre da Inglaterra. No entanto, foram mencionadas no poema mensagem por terem contribuído significativamente na história de Portugal, ou seja, foram as detentoras das dinastias.
Como título ilustrativo mostremos os seguintes poemas dessas mulheres. Em primeiro de D. Tareja, em seguida de D. Filipa de Locastre:
QUARTO / D. TAREJA
As nações todas são mistérios.
Cada uma é todo o mundo a sós.
Ó mãe de reis e avó de impérios,
Vela por nós!
Teu seio augusto amamentou
Com bruta e natural certeza
O que, imprevisto, Deus fadou.
Por ele reza!

Dê tua prece outro destino
A quem fadou o instinto teu!
O homem que foi o teu menino
Envelheceu.

Mas todo vivo é eterno infante
Onde estás e não há o dia.
No antigo seio, vigilante,
De novo o cria!
SÉTIMO (II) / D. FILIPA DE LENCASTRE
Que enigma havia em teu seio
Que só gênios concebia?
Que arcanjo teus sonhos veio
Velar, maternos, um dia?
Volve a nós teu rosto sério,
Princesa do Santo Graal,
Humano ventre do Império,
Madrinha de Portugal!
5 - O que é um padrão? Por que Diogo Cão (“padrão”, III poema da segunda parte “Mar Português”) o deixou por onde passou?
O “padrão” é um conjunto de normas estatuídas por determinadas ideologias. Por outro lado, deve ser dito com a letra da palavra que, o “padrão” representa a soberania de Portugal em todos os locais conquistados. Por exemplo, Diogo Cão detinha paradigmas a seguir por isso que por onde passava deixava estancada a cultura portuguesa. Deixemos mais claro com alguns trechos do poema mensagem da III parte o “padrão”.

O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei,
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.




Referências Bibliográficas
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/mensagem.htm.
http://pt.scribd.com/doc/33845020/fernando-pessoa-mensagem-historia-mito-metafora-00597-literatura-portuguesa.

TRABALHO ACABEMICO


UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
DEPARTAMENTO DE LETRAS (DLE)
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
TRABALHO DE LITERATURA PORTUGUESA II
ACADÊMICO: ALBERTO CHISSINGUI SARA SILVA

Questões e Respostas
1. Existem vestígios românticos nas Cartas Portuguesas? Caso os haja, justifique sua resposta com 3 ( três ) exemplos extraídos do texto. Caso não os haja, também justifique sua resposta com exemplos.
R: Existem sim, porque a narradora ao longo do percurso narrativo, aborda temáticas contraditórias, hora mostra a ira contra o suposto seu primeiro homem, hora se submete em ama-lo e que seria impossível lhe esquecer porque por ele marcou a vida dela e que por ele ela fez de tudo para ser feliz. Os trechos abaixo demonstram o lado dos vestígios românticos:
a)      Mas não importa, estou resolvida a adorar-te toda a vida e a não ver seja quem for, e asseguro-te que seria melhor para ti não amares mais ninguém.

b)      Eu não te posso esquecer, e não esqueço também a esperança que me deste de vires passar algum tempo comigo.

c)      Desde que partiste nunca mais tive saúde, e todo o meu prazer consiste em repetir o teu nome mil vezes ao dia. Algumas freiras, que conhecem o estado deplorável a que me reduziste, falam-me de ti com frequência. Saio o menos possível deste quarto onde vieste tanta vez, e passo o tempo a olhar o teu retrato, que amo mil vezes mais que à minha vida.

2. Durante a leitura das cartas, notam-se tons distintos em cada uma delas. Aponte o tom que lhe parece mais relevante em cada uma e exemplifique-os com um trecho da obra para cada tom.

R: Na primeira Carta, é bem notável que Mariana apresenta um tom razoável sem muitos remorsos, isto porque ela ainda tem a certeza que o seu amor ia voltar, por mais que duvide um pouco como nos ilustra logo no começo da carta “Considera, meu amor, a que ponto chegou a tua imprevidência. Desgraçado!, foste enganado e enganaste-me com falsas esperanças.”  E já na segunda Carta começa a mostrar um tom meio furioso, descontente tudo porque, depois de lhe ter enviado a primeira carta, o homem da vida dela não lhe mandou a  resposta e que pra ela se sentiu por um lado como se a carta não tivesse lhe chegado, ou então, lhe chegou e não quis lhe responder como bem nos mostra bem dentro da segunda carta “Não deixaria de ser infeliz se soubesse que só ao meu amor ganharas amor, pois tudo quisera dever unicamente à tua inclinação por mim; mas estou tão longe de tal estado que já lá vão seis meses sem receber uma única carta tua. Só à cegueira com que me abandonei a ti posso atribuir tanta desgraça: não tinha obrigação de prever que as minhas alegrias acabariam antes do meu amor?” e na terceira carta, Mariana depois de receber uma resposta do seu amado homem com frases curtas o tom, ou seja, a tonicidade começa a abrandar e desesperadamente sem mais esperança conforme nos ilustra a passagem retirada da carta “Que há-de ser de mim? Que queres tu que eu faça? Estou tão longe de tudo quanto imaginei! Esperava que me escrevesses de toda a parte por onde passasses e que as tuas cartas fossem longas;” já para a quarta carta, apresenta um tom um pouco calmo tudo porque depois de ter recebido algumas noticias do sujeito começa a se conformar de que não seria mais possível estarem juntos como a própria carta explica “Estou mais que convencida do meu infortúnio; a injustiça do teu procedimento não me deixa a menor dúvida, e tudo devo recear, já que me abandonaste.” Finalmente na quinta carta, Mariana já conformada de que perdeu o amor da vida dela, escreve para ele lhe encorajando e Prometendo que nunca mais ia lhe escrever e que ia fazer tudo para se superar e esquecer ele, “Escrevo-lhe pela última vez e espero fazer-lhe sentir, na diferença de termos e modos desta carta, que finalmente acabou por me convencer de que já me não ama e que devo, portanto, deixar de o amar.”

3. Como se concretiza, nas Cartas Portuguesas, a “linguagem moderna” apontada pelo ensaio [...]

R: A linguagem, por vezes opaca, obriga a uma reflexão sobre o texto e à descoberta de novos significados, ocultos por uma sintaxe frequentemente difícil, mas de grande efeito estético-literário. O discurso é veiculado através do recurso a uma linguagem de uma beleza inovadora e inesperada, na qual o poder de sugestão e a sensualidade de alguns textos encontra o seu contraponto perfeito no tom directo e cru de outros, introduzindo um grau de diversidade que confere um  dinamismo constante à obra.

4. Na 3ª Carta, há a repetição da expressão “Adeus” no inicio de 5 (cinco) parágrafos que fecham essa massiva. Como você interpreta esse “Adeus”: como despedida ou um prolongamento do páthos que toma conta da missivista? Justifique sua resposta com trechos dessa mesma carta.

R: Eu acho que que essa sequencia de Adeus na carta, não caracteriza uma despedida, mas sim, um prolongamento de páthos que toma conta da missivista tudo porque ela, se adentra muito no eu sentimentalista e esquece do sofrimento que lhe abalava, fazendo recordar os tempos que passaram juntos se é que seria possível te-los de volta. É bem visível no trecho abaixo a intenção da narradora com o Adeus “Adeus; parece-me que te falo de mais do estado insuportável em que me encontro; mas agradeço-te, com toda a minha alma, o desespero que me causas, e odeio a tranquilidade em que vivi antes de te conhecer Adeus. O meu amor aumenta a cada momento. Ah, quanto me fica ainda por dizer...

5. Você acredita a autoria das Cartas a uma freira por nome Mariana Alcoforado ou pensa num possível “golpe marketing”, para o sucesso editorial da obra? Esboce uma argumentação possível em favor da sua opinião.

R: Acredito que a Obra é da inteira autoria de Mariana porque, no seu todo, reúne  cartas de amor (presumivelmente verdadeiras, pois a história é verídica) de uma jovem freira portuguesa do século XVII, dirigidas ao seu amante francês que a abandonou no convento.
“Cessa, pobre Mariana, cessa de te mortificar em vão, e de procurar um amante que não voltarás a ver, que atravessou mares para te fugir, que está em França rodeado de prazeres, que não pensa um só instante nas tuas mágoas, que dispensa todo este arrebatamento e nem sequer sabe agradecer-to.” 
Mariana Alcoforado é a personagem e presumível autora das cinco (As Cartas Portuguesas – titulo com que foram publicadas 1669, em França) dirigidas a Noel Bouton de Chamilly, conde de Saint-Léger, oficial francês que lutou em solo português sob as ordens de Frederico de Schomberg, durante a Guerra da Restauração. Tais cartas acabariam por se tornar num clássico da literatura universal por anteciparem o movimento literário romântico e serviram de inspiração a La Bruyère, Saint-Simon, Saint-Beuve e muitos outros autores românticos.

 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:

 Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado, traduzidas por Eugénio de Andrade (pseudón.), Edição bilingue, RTP, Março de 1980, 80 págs.

http://www.luso-livros.net/Livro/cartas-de-amor-de-uma-freira-portuguesa/, Retirada no dia 07 de Fevereiro de 2013 pelas 20:00.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

4 de fevereiro de 1961......queres mesmo saber??? Leia...



4 Fevereiro 1961 - Início da Luta Armada pela Independência de Angola

O dia 4 de Fevereiro de 1961 é recordado no país como o marco do início da luta armada de libertação nacional.

Naquela data, centenas de jovens nacionalistas, enquadrados por militantes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), atacaram as cadeias da PIDE-DGS, principalmente a Casa da Reclusão e Cadeia de São Paulo para libertar presos políticos.
A edição de 5 de Fevereiro de 1961 do Jornal “Província de Angola” assinalava a morte de sete homens da Polícia 
Colonial e um soldado do exército, “abatido” junto à Casa da Reclusão.

Relatos da época revelam que três comandos despontaram no início dos ataques, tendo um deles enfrentado a guarda da Casa da Reclusão, outro, praticamente desarmado, lançou-se sobre as grades de ferro da prisão de São Paulo e posto da PIDE-DGS, enquanto o terceiro comando atacava o então Emissor da Rádio Oficial de Angola.

A anteceder essas acções, em finais de Janeiro circulavam rumores segundo os quais os detidos políticos, (entre eles os incriminados do Processo de 50) encarcerados na fortaleza da Casa da Reclusão, seriam transferidos para a sinistra prisão de Tarrafal em Cabo Verde.
Tal situação, a par de outras injustiças, motivaram as acções da madrugada do 04 de Fevereiro de 1961: nacionalistas angolanos, com bravura, empunhando paus e catanas, atacaram a cadeia de São Paulo e a Casa da Reclusão, em Luanda.
A razão desse ataque foi libertar os presos políticos angolanos acusados pelo regime português de activistas subversivos, que pretendiam a independência de Angola.
O acto foi produto da afirmação da consciência nacionalista e patriótica dos angolanos contra a recusa, pelo regime colonial português, das propostas pacíficas que lhe haviam sido apresentadas, tendo em vista a soberania do país.
Além de ter marcado o rompimento com a opressão, o 04 de Fevereiro é tido como das datas mais importantes da história de Angola, à semelhança do 11 de Novembro de 1975, altura em que o país se tornou independente.

Algumas fontes referem que a escolha do dia do ataque (04 de Fevereiro) teve em atenção o facto de estarem na capital angolana nessa altura muitos jornalistas estrangeiros que aguardavam a chegada a Luanda do paquete Santa Maria, assaltado alguns dias antes no alto mar por um grupo liderado por Henrique Galvão, um oposicionista do regime de Salazar.

Quando ficou claro que, afinal, o navio não viria para Luanda e os jornalistas começaram a prepararem-se para abandonar a capital angolana, os nacionalistas decidiram lançar o ataque antes que fossem todos embora.
Assim a presença dos jornalistas garantiu a projecção mediática internacional do acontecimento que marcou o início da luta armada, culminada com a independência do país, a 11 de Novembro de 1975.